Bancada conservadora barrou orientação que pretendia reprovar projeto de lei votado nessa quarta-feira (11)

Uner Augusto e Sargento Jalyson, ambos do PL, conversam durante sessão em que projeto de Braulio Lara (Novo) foi aprovado. | Foto: Letícia Oliveira/CMBH

Um acordo entre a base governista e a bancada dos partidos de direita viabilizou a aprovação em segundo turno, nessa quarta-feira (11), do projeto de lei que prevê a regulamentação da internação involuntária de moradores em situação de rua em Belo Horizonte. O texto é de autoria do vereador Braulio Lara, do Novo.

Até a abertura da sessão plenária na Câmara Municipal de BH (CMBH), a orientação do líder de governo, Bruno Miranda (PDT), era para que os parlamentares da base do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) votassem pela rejeição da matéria.

Após mais de uma hora de conversas nos bastidores, a sessão foi retomada e o projeto foi aprovado com 28 votos favoráveis e 9 contrários. Miranda se absteve.

Segundo apurou O Fator, os vereadores dos partidos mais ligados à direita, como PL, Novo, PP, Podemos, Republicanos, PRD e DC, pressionaram a liderança de governo para que a base fosse liberada para votar como quisesse, aumentando a gama de votos favoráveis ao projeto.

Em troca, os parlamentares de perfil conservador destravariam o avanço do projeto de lei enviado pela prefeitura para promover uma minirreforma administrativa na máquina pública municipal.

Em tramitação na Câmara, o texto promove ajustes na organização do Executivo. Assinado por Damião, o projeto prevê mudanças como a reestruturação dos órgãos responsáveis pela mobilidade urbana, alteração das atribuições da Secretaria Municipal de Governo e adequação na denominação do Fundo Municipal de Defesa Ambiental.

A previsão é de que a proposta seja discutida nas comissões até o final de março. Caso as articulações se confirmem, a matéria estará em condições de ser encaminhada ao plenário a partir de abril.

Fonte: O Fator