Projeto integrado ao Parque Municipal combina elementos lúdicos e recursos que podem apoiar atividades terapêuticas

Varanda Criativa/divulgação

Belo Horizonte inaugura nesta quinta-feira (18) o primeiro espaço multissensorial desenvolvido especialmanete para crianças autistas. Integrado ao Parque Municipal, no centro da capital mineira, o Girassol vai funcionar de terça a sábado, das 7h às 21h, e aos domingos, das 7h às 17h, com acesso permitido até meia hora antes do fechamento.

Idealizado pela Ativa Inclusão e pelo Instituto AMA, o projeto combina elementos lúdicos e recursos que podem apoiar atividades terapêuticas, em um ambiente acessível, democrático e totalmente inclusivo.

Ainda em fase piloto, o projeto contou com um aporte de aproximadamente R$ 500 mil e foi idealizado e realizado pelo Instituto AMA e pela Ativa Inclusão. Também recebeu apoio da Prefeitura de BH e da Fundação Municipal de Parques e Zoobotânica para uso do espaço. Há estudos para expandir o projeto para outras cidades brasileiras por meio de parcerias públicas e privadas.

A manutenção diária será realizada pelo município e a Ativa Inclusão oferecerá garantia técnica dos equipamentos no primeiro ano.

“Nosso compromisso era criar um espaço onde crianças autistas pudessem se sentir incluídas, seguras e acolhidas. Ao levar para o ambiente público estímulos que antes estavam restritos às clínicas, queremos promover saúde e reduzir barreiras que ainda limitam o acesso das famílias a vivências fundamentais para o desenvolvimento e a socialização”, destaca Filipe Rosa, diretor da Ativa Inclusão.

Como é o Parque Girassol?

Com cerca de 150 m², o espaço foi concebido para ampliar o acesso de crianças autistas e com outras necessidades, incluindo diferentes tipos de deficiência, como visual, auditiva e motora, a estímulos que contribuem para o aprendizado e o desenvolvimento de coordenação, autonomia e estímulos sensoriais ao ar livre. Entre os recursos instalados estão  plataformas de movimento, painel sensorial, rota de equilíbrio e elementos de estímulos táteis. 

Os equipamentos foram desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar formada por terapeutas ocupacionais, arquitetos, engenheiros, pais de crianças autistas e especialistas em acessibilidade. Eles podem ser usados de forma livre ou como apoio terapêutico, quando a atividade é conduzida junto ao profissional de terapia ocupacional. Os aparelhos têm QR Codes que levam a tutoriais acessíveis com Libras, audiodescrição e legendas.

“O Parque Girassol é a ponte entre o ambiente clínico e o espaço público, onde as adversidades ganham acolhimento, respeito e bem-estar”, de acordo com Barbara Moura, terapeuta ocupacional.

Fonte: Hoje em Dia