Medida começa a valer já no próximo fim de semana e pretende garantir lazer, mobilidade e encontros familiares na capital mineira

Foto: Maurício Vieira / Jornal Hoje em Dia

Os moradores de Belo Horizonte poderão circular de ônibus gratuitamente aos domingos e feriados a partir do próximo domingo, 14 de dezembro. O anúncio foi feito neste domingo (7) pelo prefeito Álvaro Damião (União Brasil), em vídeo publicado nas redes sociais, direto da região hospitalar da capital.

A iniciativa, segundo o prefeito, busca beneficiar quem depende do transporte coletivo para visitar familiares, aproveitar a cidade e acessar equipamentos de lazer. “Para você que aos domingos quer visitar um amigo, um parente e não consegue porque não tem o dinheiro da passagem. Para você que quer passear com a sua família aí no Parque Municipal, na Feira Hippie aos domingos e não tem o dinheiro da passagem, esse foi o último domingo assim”, afirmou.

Álvaro destacou que não se trata de uma promessa eleitoral, mas de uma entrega já confirmada. “A partir da próxima semana, domingo e feriado, ônibus de graça para o povo de Belo Horizonte. Nem precisou prometer para cumprir”, declarou.

Ainda não foram divulgados detalhes operacionais da gratuidade, como o modelo de compensação financeira às empresas, origem dos recursos e impacto esperado para o sistema de transporte coletivo da capital. A Prefeitura deve oficializar as regras nos próximos dias.

Tarifa Zero já foi rejeitada pela Câmara este ano

A gratuidade no transporte coletivo já havia sido tema de grande debate na Câmara Municipal de Belo Horizonte em 4 de outubro, quando os vereadores rejeitaram, em 1º turno, o Projeto de Lei conhecido como “PL da Tarifa Zero”. A proposta previa ônibus gratuitos para todos os usuários, em qualquer linha, horário ou condição financeira. Foram 30 votos contrários e apenas 10 favoráveis – número insuficiente para avançar à segunda votação.

Após o resultado, o prefeito Álvaro Damião afirmou, nas redes sociais, que os parlamentares colocaram “os interesses da cidade acima dos interesses eleitorais” e ressaltou que a Prefeitura já subsidia cerca de R$ 800 milhões no sistema, o que evitaria que as tarifas custassem “quase o dobro do valor atual”. Na ocasião, a rejeição da proposta gerou forte pressão de movimentos sociais e manifestantes que lotaram a Câmara.

O processo foi marcado por atritos também com o Legislativo. Um dia após a votação, a Prefeitura exonerou servidores ligados a vereadores que votaram a favor da Tarifa Zero – decisão que ainda não foi explicada oficialmente pela administração municipal.

Fonte: Hoje em Dia