Novos dispositivos foram instalados no centro e ficarão em fase de testes por três meses para avaliar impacto na segurança dos pedestres

Belo Horizonte começou a testar novas tecnologias para reduzir riscos de atropelamentos nas travessias. A partir desta segunda-feira (23/3), pedestres passam a contar com barras de LED no chão e contadores regressivos nos semáforos, em fase inicial na rua Rio de Janeiro, no centro. Os testes terão duração de três meses, e o primeiro ponto a receber os equipamentos foi a rua Rio de Janeiro, em frente ao Shopping Cidade, no centro da capital mineira.
De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a principal novidade são as barras de LED instaladas na borda da calçada, alinhadas à faixa de pedestres. As luzes funcionam de forma sincronizada com o semáforo: ficam verdes quando a travessia é liberada e vermelhas quando o pedestre deve aguardar.
A ideia, conforme o Executivo municipal é chamar a atenção, principalmente, de quem costuma atravessar a rua olhando para o celular. “Às vezes a pessoa está no semáforo olhando para o aparelho. Quando vê a luz no chão piscando, ela entende se pode atravessar ou se deve esperar”, afirmou o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) durante a ativação do sistema.
Tempo para atravessar
Outro recurso testado é o contador regressivo nos semáforos de pedestres. O equipamento mostra quanto tempo resta para a mudança do sinal, permitindo que o pedestre avalie se consegue concluir a travessia com segurança.
Teste vai medir eficácia
A PBH apontou que a iniciativa faz parte de um processo conduzido pela BHTrans para testar novas tecnologias disponíveis no mercado. Segundo o diretor de Sistema Viário da empresa, Humberto Paulino, o objetivo é avaliar se os dispositivos aumentam a percepção das travessias e ajudam a reduzir sinistros no trânsito.
“Estamos avaliando, de forma experimental, tecnologias que possam aumentar a percepção das travessias e reforçar a atenção de motoristas e pedestres. A ideia é analisar a eficácia desses dispositivos luminosos de advertência e verificar como eles podem contribuir para aumentar a segurança viária”, disse Paulino.
Durante o período de testes, empresas participantes ficam responsáveis pela instalação e manutenção dos equipamentos. Ao final, os dispositivos deverão ser incorporados ao sistema da BHTrans.
Fonte: O Tempo

