Problema foi destaque entre alguns candidatos a prefeito da cidade durante a campanha do 1º turno

Trânsito nas imediações apresenta lentidão | Foto: Ewerton Martins Ribeiro | UFMG

Belo Horizonte é a capital do sinal vermelho. Esta frase foi repetida diversas vezes por alguns dos candidatos a prefeito da cidade durante a campanha do 1º turno. De fato, conforme pesquisas de opinião, a mobilidade urbana é apontada pelos eleitores como um dos principais problemas da capital mineira. Em busca de votos, candidatos colocaram como uma das suas prioridades a melhoria do péssimo trânsito que os belo-horizontinos enfrentam todos os dias, com propostas como o uso de inteligência artificial para amenizar o fluxo intenso e obras de infraestrutura.

Além do estresse cotidiano, que causa graves problemas de saúde, acidentes de veículos e mortes, a lentidão do transporte na Capital gera imensuráveis prejuízos econômicos, com horas perdidas no trânsito e redução na produtividade dos trabalhadores em função do desgaste causado em até pequenos deslocamentos de um bairro para outro. Para ir de uma região a outra, passa-se necessariamente pelo centro da cidade, o que agrava o quadro.
A redução dos problemas de tráfego em Belo Horizonte é uma equação de difícil solução. A cidade foi projetada utopicamente para ficar limitada pela avenida do Contorno. Diante do crescimento explosivo e do aumento no número de automóveis em suas ruas e avenidas, o Anel Rodoviário foi construído nos anos 50 para desafogar o trânsito, retirando os veículos de carga do centro da cidade. A via também foi engolida pela expansão da Capital. Agora há o projeto de implantação do Rodoanel Metropolitano, que beneficiará todos os municípios da RMBH.

Porém, todas estas obras de infraestrutura, assim como investimento em tecnologia para adequar o número excessivo de semáforos à demanda de fluxo, serão inúteis se não houver uma mudança radical no comportamento dos motoristas, em boa parte responsáveis pela precariedade do trânsito na cidade. A má educação impera nas vias da cidade, com todo tipo de infração de trânsito, colocando em risco a própria vida e de outras pessoas.

A ausência do menor gesto de gentileza, a impaciência e a irritabilidade dos motoristas só pioram o quadro caótico, principalmente nos horários de pico, com um buzinaço ensurdecedor. Há um vídeo, bastante utilizado em autoescolas, que se encaixa perfeitamente no perfil dos condutores de veículos em Belo Horizonte. O Pateta, clássico personagem criado por Walt Disney, é um verdadeiro gentleman até entrar em seu carro. No trânsito, torna-se um monstro que expele toda a sua agressividade ao seu redor. Após estacionar e sair do veículo, torna-se novamente uma pessoa gentil e educada. Assim é grande parte dos motoristas que circulam na capital mineira.

Fonte: Diário do Comércio

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