Casarão histórico na Avenida Afonso Pena, em Belo Horizonte, deve ser restaurado e transformado em novo restaurante, unindo patrimônio e gastronomia mineira

Um casarão histórico situado na Avenida Afonso Pena, no cruzamento com a Rua Professor Moraes, em Belo Horizonte, caminha para ganhar uma nova função urbana. Após imagens do imóvel circularem nas redes sociais e despertarem a curiosidade de moradores e pedestres, a confirmação veio: o espaço deve abrigar um novo empreendimento gastronômico nos próximos meses.
O imóvel é tombado desde 1994 pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM-BH). Por isso, qualquer intervenção, inclusive nas áreas internas, depende de autorização prévia do órgão. Segundo a Secretaria Municipal de Cultura, o projeto de intervenção apresentado pelos responsáveis foi aprovado oficialmente pela Prefeitura de Belo Horizonte em janeiro de 2025, o que abriu caminho para a restauração.
Enquanto isso, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) esclareceu que o casarão não possui tombamento em nível estadual e também não integra área de entorno de bens protegidos pelo Estado. Dessa forma, de acordo com o instituto, não há processos em tramitação no órgão relacionados ao imóvel, e a preservação fica sob responsabilidade direta do proprietário, respeitando as normas municipais.
Responsável pelo projeto, a OR3 Investimentos Imobiliários confirmou à reportagem que mantém um plano formal de restauração e diálogo contínuo com os órgãos de proteção do patrimônio histórico. A empresa informou ainda que o casarão deve receber um novo restaurante do Grupo Trintaeum, que já atua no cenário gastronômico da capital mineira com casas como o Trintaeum Restaurante, o Broa e o Coreto, instalados em um prédio restaurado na Rua da Bahia.
Por outro lado, o grupo ainda não divulga qual marca ocupará o imóvel da Avenida Afonso Pena, nem os prazos para abertura ou os valores envolvidos no investimento. Mesmo assim, a proposta central já está definida: valorizar a gastronomia mineira e, ao mesmo tempo, preservar a memória arquitetônica da cidade.
Assim, a reocupação do casarão reforça uma tendência crescente em Belo Horizonte, que alia preservação do patrimônio histórico à reativação de espaços urbanos por meio da cultura e da gastronomia. Além de dar novo uso ao imóvel, o projeto promete integrar passado e presente em um dos endereços mais emblemáticos da capital.
Fonte: SouBH

