Até o fim de 2026, o governo estadual prevê que dez novas máquinas estejam em operação

Diretamente da China, o primeiro entre os novos trens do metrô de Belo Horizonte desembarcou em solo brasileiro nessa terça-feira (13/1). A composição chegou pelo Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, e seguirá para Belo Horizonte nos próximos dias, após a liberação alfandegária.
Até o fim de 2026, o governo estadual prevê que dez novas máquinas estejam em operação, sendo quatro até julho e outras seis até dezembro. O prognóstico de início da operação com passageiros considera todo o processo de comissionamento, que inclui montagem, testes, certificações de segurança e revisão final.
De acordo com Executivo, a Metrô BH antecipou em dois anos a aquisição dos 24 novos trens previstos em contrato. O investimento, que contou com o apoio do governo, é de cerca de R$ 700 milhões. “A fabricação dos outros 14 trens segue em ritmo acelerado. Os veículos irão atender às linhas 1 e 2 do metrô, proporcionando mais conforto, regularidade e eficiência nas viagens”, diz o Executivo.
Sobre os novos trens
Segundo o Executivo, os trens são produzidos pela Changchun Railway Vehicles, subsidiária da CRRC Corporation Limited (CRRC), maior fabricante de material rodante do mundo.
As novas composições, identificadas como série 2000, representam um avanço tecnológico em relação às atuais composições da série 900, em circulação desde a década de 1980. Entre as melhorias estão: ar-condicionado em todos os carros, bancos mais largos e maior controle na abertura das portas.
“As composições também contam com câmeras de vigilância (CFTV), canal direto com o condutor em casos de emergência e wi-fi durante todo o trajeto. Os trens dispõem ainda de um moderno sistema de multimídia ativa, com displays de LED que informam o nome da estação atual, a próxima parada e o destino final”, explica o governo.
Telemetria embarcada
As novas máquinas também possuem inovações operacionais. O Executivo indica que os trens possuem telemetria embarcada, que envia dados em tempo real ao Centro de Controle de Operações, e o sistema de recuperação de energia da frenagem, que reduz o consumo energético, contribui para a sustentabilidade ambiental e aumenta a eficiência do transporte sobre trilhos.
Os operadores também contarão com o sistema ATO (Operação Automática de Trens), que realiza automaticamente aceleração, frenagem e abertura e fechamento das portas, garantindo viagens mais suaves e seguras.
Fonte: O Tempo

