Evento, que ocorrerá de 4 a 8 de dezembro, no Expominas, vai reunir cerca de 3 mil artesãos
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Com uma estimativa de movimentar, pelo menos, R$ 55 milhões, a 35ª edição da Feira Nacional de Artesanato (FNA), que ocorrerá de 4 a 8 de dezembro, no Expominas, em Belo Horizonte, vai homenagear os Vales do Mucuri, Jequitinhonha, Rio Doce e Vale do São Francisco. Considerada a maior feira do setor da América Latina, a FNA é uma vitrine para os artesãos e favorece a realização de negócios.
Conforme a organizadora da Feira Nacional de Artesanato e presidente do Instituto Centro de Capacitação e Apoio ao Empreendedor (Centro Cape), Tânia Machado, as expectativas são muito positivas. A perspectiva é reunir cerca de 3 mil artesãos de todo o País, distribuídos em 575 estandes. A feira ocupa uma área de 10,7 mil metros quadrados e deve receber, ao longo de todo o período, cerca de 120 mil visitantes.
Além do artesanato, a Feira Nacional conta ainda com oficinas, gastronomia, música e cultura indígena. “A feira é a grande vitrine do artesanato brasileiro. Além das vendas ao longo do evento, que devem movimentar cerca de R$ 55 milhões, os artesãos conseguem fechar contratos pós-feira com os lojistas que participam, são mais de 210 que vão à feira e fazem encomendas”, explicou Tânia Machado.
Feira Nacional de Artesanato homenageia os Vales de Minas Gerais
Este ano, o evento homenageará os Vales do Mucuri, Jequitinhonha e Rio Doce e das cidades que circundam o Rio São Francisco. Para representar o artesanato e as riquezas das regiões, estarão presentes cerca 170 artesãos vindos de 82 municípios e distribuídos em 74 estandes de artesanato e oito quiosques de gastronomia. Conforme Tânia Machado, haverá ainda uma cozinha show no espaço da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) com degustação de pratos típicos.
“Os artesãos dos vales estão muito animados e as expectativas são muito positivas. Nos estandes destas regiões estarão dois representantes de cada município participante que, além dos próprios trabalhos, também estão trazendo artesanato de várias outras pessoas. Assim, a Feira Nacional é o lugar ideal para conhecer a cultura mineira e brasileira. É uma feira divertida em que é possível andar pela arte e cultura de todo o Brasil”.
O espaço também é visto como uma oportunidade de desenvolvimento dos trabalhos feitos pelos artesãos. Isso porque o contato com um público permite avaliar pontos que podem ser melhorados.
O espaço conta ainda com seis lanchonetes, três espaços de oficinas de técnicas dos Vales e um de Talk Show. Entre as novidades está a presença da Feira de Malhas de Tricô Sul de Minas, que terá um espaço especial no evento, trazendo peças de vestuário com as tendências do verão.
Catálogo virtual
Outra novidade é que a Feira Nacional de Artesanato disponibilizará um catálogo virtual para facilitar e estimular as compras. “Ao chegar no Expominas, o visitante poderá baixar o catálogo através de um QR Code. Nele, encontrará os expositores pelo nome, segmento, produto, pela tipologia ou matéria-prima. A relação continuará no ar ao longo de 2025, permitindo, assim, que aqueles que não puderam ir ao evento possam localizar artesãos”, disse Tânia Machado.
Devido à tradição e grandiosidade do evento, a Feira Nacional de Artesanato também se destaca na geração de empregos e na movimentação financeira da Capital.
“A feira irá gerar mais de 2 mil ocupações em serviços internos, além de movimentar a rede de hotéis e restaurantes de Belo Horizonte. Para se ter uma ideia, os hotéis próximos ao Expominas estão com 100% de ocupação”.
Fonte: Diário do Comércio