Aumento do ICMS, contudo, não foi repassado integralmente ao consumidor

Mercado Mineiro avaliou 91 depósitos de gás de cozinha em pesquisa de preço | Foto: Flavio Tavares/O Tempo

O preço do gás de cozinha começou 2026 mais alto em comparação ao último ano em Belo Horizonte e região. Em 12 meses, o botijão ficou até 4,9% mais caro, segundo levantamento do site de pesquisa Mercado Mineiro divulgado nesta segunda-feira (26/1).

Foram consultados 91 estabelecimentos. Neles, o preço médio do botijão de 13 kg com entrega saltou de R$ 118,54 para R$ 124,32 em um ano, a maior alta percentual registrada. Caso o próprio consumidor busque o botijão no depósito, o preço médio cai para R$ 109,67. O valor está 4% mais alto do que em 2025.

“Tivemos aumentos, mas não foram muito significativos. Um detalhe interessante é que o ICMS aumentou em janeiro, e esse aumento ainda não chegou para o bolso do consumidor”, pondera o administrador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu.

Ele faz referência ao reajuste do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços determinado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O tributo ficou R$ 1,05 mais caro por botijão a partir do dia 1º de janeiro. Em geral, porém, o custo não foi repassado ao consumidor na virada do ano, o que fica claro na comparação dos preços de setembro com janeiro.

A variação de preços entre estabelecimentos é significativa. O botijão de 13 kg com retirada na portaria custa de R$ 94,99 a R$ 185, diferença 94,8%. A pesquisa completa, com o endereço de todos os depósitos, está disponível no site Mercado Mineiro.

Fonte; O Tempo