Cantora Graziela Medori e o pianista Alexandre Vianna fazem show nesta sexta-feira (5/12), a partir das 21h, interpretando músicas de grandes nomes de Minas

Repertório de Graziela Medori e Alexandre Vianna tem “Canoa, canoa”, “Cravo e canela” e “San Vicente” | Foto: Luan Cardoso/Divulgação

Com repertório composto por músicas do disco “Clube da Esquina”, a cantora paulista Graziela Medori e o pianista gaúcho Alexandre Vianna fazem show nesta sexta (5/12), no Clube de Jazz do Café com Letras. A apresentação tem como objetivo homenagear Milton NascimentoLô Borges, Nelson Angelo, Beto Guedes, Fernando Brant e Márcio Borges.

Filha da cantora Claudya e do baterista Chico Medori, Graziela adianta que cantará sucessos como “Canoa, canoa”, “Nascente”, “San Vicente”, “Cravo e canela” e “Tudo o que você podia ser”, entre outros. Conta que ela e Alexandre Vianna se reuniram durante a pandemia e gravaram o álbum “Nossas esquinas” (Kuarup), lançado em 2020.

“Aquele disco traz faixas do ‘Clube da Esquina’ e está disponível nas plataformas digitais”, avisa a cantora. “No show em Belo Horizonte, vamos tocar também ‘Nascente’, ‘Paisagem da janela’, ‘Clube da Esquina 2’ e ‘O trem azul’.”

Confinamento

“Nosso disco foi gravado quando estávamos todos enclausurados”, lembra Graziela. “A gente queria produzir, fazer alguma coisa na pandemia. Pensamos em Milton Nascimento. Mas depois decidimos que deveríamos mergulhar na obra do Clube da Esquina, esse acontecimento maravilhoso. Então, nos debruçamos sobre aquele repertório e selecionamos seis faixas do ‘Clube da Esquina 1’ e seis faixas do ‘Clube da Esquina 2’.”

Graziela avisa que o repertório do show de hoje terá também canções que não estão nesses discos.

“A gente procura revisitar outros sucessos do Clube. Infelizmente, nosso disco não saiu no formato físico, está somente no streaming. Até tentamos viabilizar isso através da Kuarup, porém não conseguimos, mas confesso que ainda temos o sonho de fazer o vinil desse trabalho, o que seria muito legal.”

Para escolher as faixas do disco, Graziela explica que ela e Alexandre fizeram relações em separado. “Depois a gente juntou as duas, que, por coincidência, bateram certinho. Alexandre é pianista e arranjador, se formou em música e tem como inspiração os mineiros Toninho Horta e Wagner Tiso. Foi ele quem sugeriu que cada um de nós fizesse sua própria seleção e depois veríamos o que coincidiria, o que ficou de fora e o que poderia ser acrescentado”, relembra.

“Quando fomos olhar nossas listas, vimos que elas bateram certinho. Antes de fazer a seleção, ficamos ouvindo discos, assistindo a documentários sobre o Clube da Esquina, o filme que inspirou Milton e Márcio Borges a começarem a compor juntos”, relembra.

“Foi um mergulho profundo, ficávamos ouvindo e anotando tudo, cada um com o seu bloquinho. Depois checamos as duas listas e havia seis músicas de cada álbum e deu tudo certinho.”

Graziela conta que seguiu critério envolvendo “coisas pessoais” que ouviu e outras que sua mãe, Claudya, cantava nos shows, como “Cravo e canela”.

“Resolvemos também visitar algumas coisas mais lado B, como ‘Dos cruces’, ‘Canoa, canoa’, que não é uma música muito visitada, e ‘Ao que vai nascer’”, explica.

“Revela”

Graziela lançou recentemente o álbum “Revela”, com canções da autora paulista Valéria Velho.

“Ela é muito interessante, está ficando mais conhecida por conta dos festivais nacionais. Inclusive, participei do Festival Nacional da Canção (Fenac) por duas vezes, em Minas, defendendo canções dela. Valéria mistura a influência do Clube da Esquina com Secos & Molhados, mais para o pop, com escritao bonita e poética.”

Prestes a lançar um álbum autoral, Graziela Medori revela que o projeto está um pouco atrasado por conta de outros compromissos que decidiu priorizar.

“Na verdade, a gente lançou o ‘Nossas esquinas‘ na pandemia, mas somente agora é que estamos conseguindo viabilizar apresentações e podendo levar esse trabalho para o conhecimento das pessoas. Isso me deixa superfeliz. Ou seja, fazer com que as pessoas tenham contato com um trabalho que, embora tenha sido lançado há algum tempo, ainda é novo.”

A cantora paulista afirma que o projeto chega a público em momento muito importante.

“Acho que agora é a hora de visitá-lo e também de prestar homenagem ao Lô Borges, que muito merece”, ressalta Graziela.

A cantora explica que sua conexão com Minas Gerais vai além da música, uma vez que sua mãe é carioca, mais foi morar em Juiz de Fora aos 9 anos.

“Minha avó era carioca e meu avô mineiro, a casa tinha aquelas coisas da tradição mineira”, revela Grazi Medori.

GRAZI MEDORI E ALEXANDRE VIANNA

Nesta sexta-feira (5/12), às 21h, no Clube de Jazz do Café com Letras (Rua Antônio de Albuquerque, 47, Funcionários). Show “Nossas esquinas”. Área interna: mesa para dois, R$ 80 (preço único); mesa para quatro, R$ 160 (preço único); balcão (em pé), R$ 20 (preço único). Área externa: mesa para dois, R$ 40 (preço único); mesa para quatro, R$ 80 (preço único). Informações no site da casa e vendas no Sympla

Fonte: Estado de Minas