Projeto de R$ 16 milhões prevê instalação de 7 mil painéis solares até 2026 e deve suprir a demanda elétrica das estações da Linha 1

O Metrô BH instalou 1.966 painéis solares no pátio da estação São Gabriel e avançou no projeto de implantação de uma usina fotovoltaica própria para reduzir emissões de gás carbônico, ampliar a geração de energia limpa e aumentar a eficiência operacional do sistema. O anúncio foi feito nesta terça-feira (3).
Com investimento de R$ 16 milhões, custeado integralmente com recursos da concessionária que integra o Grupo Comporte, a iniciativa integra a segunda etapa do projeto de geração de energia solar do metrô. A previsão é que, até o fim de 2026, o sistema conte com cerca de 7 mil painéis instalados.
“Por muitos anos, o (estádio) Mineirão foi a maior usina fotovoltaica da cidade. Agora, estamos instalando uma usina que é o dobro do tamanho. Possivelmente, no segundo semestre, passaremos a ter a maior usina de Belo Horizonte”, afirma Quiñónez Souza, engenheiro de Implantação de Sistemas do Metrô BH.
Com a conclusão do projeto, a geração de energia estimada será de 5.220 MWh por ano, volume suficiente para abastecer toda a demanda elétrica das 20 estações da Linha 1 do metrô, que liga a cidade de Contagem (Novo Eldorado) à região Norte de Belo Horizonte (Vilarinho). A linha conta com 19 estações distribuídas ao longo de aproximadamente 28 quilômetros e o volume gerado é equivalente ao consumo médio de cerca de 2.800 residências brasileiras.
A ação integra o Programa 1% do Grupo Comporte, que destina ao menos 1% dos esforços operacionais e investimentos da companhia a iniciativas de sustentabilidade.
Parte da estrutura já está em funcionamento nas estações Santa Inês e, agora, no pátio de manutenção São Gabriel. Na estação Santa Inês, a energia gerada abastece escadas rolantes, banheiros e sistemas de ar-condicionado. Já no pátio São Gabriel, a geração também atende às oficinas e à iluminação.
“A potência gerada na estação São Gabriel já consegue suprir as demandas das oficinas. Parte da energia é injetada na rede da concessionária, gerando créditos que utilizamos para abater o consumo nas demais estações da Linha 1”, explica o engenheiro.
Os créditos também têm beneficiado cerca de 380 residências próximas às estações São Gabriel e Santa Inês desde 2024. Segundo Souza, o sistema funciona como um “banco de energia”, em que o excedente gerado é compensado posteriormente na conta de luz.
Além do impacto econômico, a usina permitirá evitar a emissão de aproximadamente 469 toneladas de CO₂ por ano — impacto ambiental equivalente à absorção anual de cerca de 47 mil árvores adultas.
Segundo o engenheiro, a execução do projeto também prioriza a responsabilidade ambiental. “Os painéis estão sendo instalados em telhados e áreas já urbanizadas, sem supressão de vegetação. É um projeto pensado para gerar impacto positivo desde a implantação até a operação, com vida útil estimada de 25 anos, podendo superar 30 anos com manutenção adequada, garantindo desempenho e sustentabilidade no longo prazo”, destaca.
Fonte: O Tempo

