No final do século XIX, a cidade de Belo Horizonte foi planejada para ser a nova capital do Estado. O Palácio da Liberdade foi construído para ser sede e símbolo do governo. Inaugurado em 1898, foi palco de acontecimentos políticos que marcaram a história de Minas e do Brasil e hoje é um dos principais cartões postais da cidade, despertando o interesse dos visitantes do Circuito Liberdade.
A arquitetura eclética do Palácio, projetado pelo arquiteto José de Magalhães, reflete influência do estilo francês, com requintes de acabamento e riqueza decorativa. Destaca-se, no interior, a escadaria de ferro e mármore, projetada no Brasil e construída nas oficinas Accières Brugges, na Bélgica, com flores e folhagens de ferro batido.
Na área externa, os jardins , projetados originalmente por Paul Villon seguindo o estilo inglês, passaram por reformulações ao longo do tempo. Mantêm o aspecto original esculturas francesas em mármore e postes que sustentam águias de metal cercadas por luminárias, o orquidário da época da construção e o coreto que ostenta ornamento artesanal de cipós e troncos feitos de cimento armado, um dos poucos coretos que apresentam características da época.
O Museu de Arte da Pampulha (MAP) integra o Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Seu edifício foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, no início da década de 1940, para ser um cassino e foi inaugurado em 1957, reflexo da expansão urbana, populacional e cultural de Belo Horizonte. Hoje, tem como missão oferecer ao público experiências reflexivas, simbólicas, afetivas e sensoriais no campo das Artes Visuais, por meio de suas ações museológicas e de seu acervo moderno e contemporâneo, em diálogo com sua arquitetura e sua paisagem.
O Museu possui um acervo com aproximadamente 1.400 obras em reserva técnica e abriga exposições e diversas ações artísticas, educativas e culturais. Possui um auditório com capacidade para 170 pessoas. Fazem parte do MAP os setores de Artes Visuais, Conservação e Restauro, Centro de Documentação e Pesquisa, Biblioteca e Educativo. Desde 2001, o MAP adota um modelo de curadoria voltado para a produção em Arte Contemporânea, com ênfase nos trabalhos que dialogam com o patrimônio arquitetônico e paisagístico da Pampulha.
O Museu possui uma programação anual de exposições que mostram, além do acervo da instituição, a produção artística contemporânea brasileira.
O Museu Casa Kubitschek – MCK – integra o Conjunto Arquitetônico da Pampulha e tem como sede a casa modernista construída para ser residência de fim de semana do então Prefeito Juscelino Kubitschek (1940- 1945). Marco da arquitetura moderna dos anos de 1940, a casa projetada por Oscar Niemeyer é cercada por exuberante jardim planejado pelo paisagista Roberto Burle Marx, em terreno de aproximadamente três mil metros quadrados.
O museu foi inaugurado em 2013, com o objetivo de oferecer ao público experiências reflexivas e sensíveis no campo do paisagismo, da arquitetura residencial, dos modos de morar e da história da Pampulha, por meio da realização das ações de aquisição, conservação, investigação e difusão de acervos referenciados no movimento modernista e na ocupação da região da Pampulha.
O Museu de Artes e Ofícios foi inaugurado em 2005 pelo Instituto Cultural Flávio Gutierrez – ICFG e ocupa os prédios das antigas Estações Ferroviárias da cidade de Belo Horizonte. As coleções foram iniciadas há cerca de sessenta anos pelo engenheiro Flávio Gutierrez e continuadas pela empreendedora cultural Angela Gutierrez. As peças que compõe o Museu de Artes e Ofícios foram doadas e tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional – IPHAN. São várias coleções e histórias de dezenas de atividades profissionais que deram origem a indústria de transformação em Minas Gerais.
Com mais de 2,5 mil peças originais dos séculos XVIII ao século XX que representam ofícios antigos; ferramentas, máquinas, equipamentos e utensílios de setores tradicionais como a mineração, lapidação e ourivesaria, alimentício, tecelagem, curtume e energias. O museu é um convite para que o trabalhador encontre consigo mesmo, com sua história e com seu tempo. Desde de 2016 o Museu de Artes e Ofícios, é gerido pelo Serviço Social da Indústria – SESI, entidade da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais- FIEMG que dá continuidade a integridade do conjunto tombado e investe em projetos e ações voltadas para cultura, educação, turismo e cidadania.
Inaugurado em 1943, o Museu Histórico Abílio Barreto – MHAB, como museu da cidade, dedica-se à história, à pesquisa, à produção e à difusão do conhecimento sobre Belo Horizonte. Contribui também para fortalecer os laços de pertencimento identitário e estabelecer diálogo permanente para a construção coletiva das memórias locais. Situado no bairro Cidade Jardim, seu conjunto arquitetônico compreende o casarão secular, sede da antiga Fazenda do Leitão, construído em 1883, o edifício-sede, inaugurado em dezembro de 1998, o palco ao ar livre e os jardins concebidos como local de educação e lazer. Na área externa, estão em exposição permanente os acervos de grande porte, como o bonde elétrico, a locomotiva a vapor, o coche, carro de boi, entre outros.
O Museu da Moda de Belo Horizonte – MUMO, inaugurado em 2016, surgiu como uma evolução do Centro de Referência da Moda, criado em 2012. Tornou-se, então, o primeiro museu público de moda do Brasil e importante marco para o reconhecimento da moda como bem cultural da capital. Com essa iniciativa, reforçou-se o reconhecimento da moda como bem cultural e patrimônio nacional, por meio da adoção, pela instituição, de um programa dinâmico e variado.
Os espaços da instituição são entendidos para além de exposições, encontrando-se também abertos para criação, fruição e experimentação. O MUMO tem como missão “preservar, pesquisar e difundir acervos referentes à moda na capital mineira, em suas múltiplas facetas, dialogando com a contemporaneidade e estimulando o pensamento crítico”. Nesse sentido, pretende “ser uma instituição de referência em memória, conservação e pesquisa de moda, indumentária e comportamento”.
Inaugurado em 29 de abril de 2008, o Museu é uma homenagem ao artista plástico Inimá José de Paula. Além de manter um rico acervo permanente, com cerca de 80 obras do pintor mineiro, possui um ateliê e uma galeria virtual com um banco de dados de quase 2.000 obras catalogadas. O espaço conta a trajetória artística de Inimá e sua inserção no contexto cultural brasileiro no século XX.
O museu é um centro cultural completo e abriga, além de uma plataforma de exposições temporárias, programações de vídeo, música e literatura. O prédio, inaugurado em 1932, para sediar o antigo Clube Belo Horizonte, é obra do arquiteto italiano Rafaello Berti, um dos fundadores da Escola de Arquitetura da UFMG. O mesmo edifício abrigou também o Cine Guarani. As visitas agendadas contam com o auxílio de uma interprete de libras para deficientes auditivos e audiodescrição para deficientes visuais.
O Museu Inimá de Paula é um espaço muito elegante localizado no corredor cultural de BH na Rua da Bahia. O Cine Auditório possui 130 cadeiras fixas, projetor, telão, mesa de som e um técnico que acompanha todo o evento. Os clientes podem usar a estrutura de uma Cafeteria para oferecer Welcome Coffee, coffee break ou brunch. Espaço ideal para treinamentos empresariais, lançamento de produtos, apresentação de resultados e vários outros tipos de eventos.

