Da Pampulha ao Circuito Liberdade; veja um guia prático para quem visita a capital e quer conhecer o essencial

BH está na boca do povo, e não apenas pelo pão de queijo ou pelo sotaque acolhedor. A capital mineira se tornou um destino desejado por quem busca uma combinação de cultura vibrante, arquitetura icônica e, claro, uma gastronomia inesquecível. Para quem tem pouco tempo e muita vontade de explorar, um roteiro de três dias é a medida certa para capturar a essência da cidade.
Organizar a visita pode parecer um desafio, mas com um bom planejamento é possível mergulhar nos principais pontos turísticos sem correria. Este guia prático foi pensado para quem visita BH pela primeira vez e quer levar na bagagem as melhores memórias e sabores que a cidade oferece.
Dia 1: Cultura e sabores no coração da cidade
O ponto de partida ideal é o Circuito Liberdade, um dos maiores complexos culturais do país. Comece pela Praça da Liberdade, com seus belos jardins e arquitetura histórica. Ao redor dela, prédios históricos abrigam museus e centros culturais com programação gratuita, como o CCBB e o Memorial Minas Gerais Vale.
Após o mergulho cultural, a caminhada segue para o Mercado Central. Prepare os sentidos para uma explosão de cores, aromas e sons. Lá, a dica é se perder pelos corredores, provar queijos, doces e cachaças. Para o almoço, experimente o clássico fígado com jiló em um dos bares tradicionais do mercado.
Dia 2: A genialidade de Niemeyer e a boemia de Santa Tereza
Reserve o segundo dia para conhecer uma joia da arquitetura mundial: o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. O complexo, projetado por Oscar Niemeyer com paisagismo de Burle Marx, inclui a icônica Igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha (MAP) e a Casa do Baile. Alugar uma bicicleta para percorrer a orla da lagoa torna o passeio ainda mais agradável.
Ao entardecer, mude de cenário e explore o bairro de Santa Tereza. Berço do Clube da Esquina, a região mantém uma atmosfera boêmia, com bares charmosos e música ao vivo. É o lugar perfeito para sentir a alma cultural da cidade e jantar em um ambiente mais descontraído.
Dia 3: Tradição revisitada e a despedida em um boteco
No último dia, conheça o Mercado Novo. O espaço, que manteve sua estrutura original, foi ocupado por lojas de produtores locais, ateliês, bares e restaurantes que atraem um público jovem e criativo. É uma versão repaginada e descolada dos mercados tradicionais, ideal para comprar lembranças autênticas e almoçar.
Para fechar a viagem, a experiência precisa ser genuinamente belo-horizontina: um fim de tarde em um boteco. A cidade tem o título de “capital mundial dos bares” por um motivo.
Escolha um na região da Savassi ou Lourdes, peça uma cerveja gelada e um tira-gosto caprichado. Sentar-se a uma mesa na calçada e observar o movimento é a melhor forma de se despedir de BH.
Fonte: SouBH

