Mulheres vítimas de violência contam com nova ferramenta para acionar a Guarda Municipal

Aplicativo ‘EbodyGuard’ permite que as vítimas acionem a Cabine Lilás do Centro Integrado de Operações (COP) em situações de emergência | Foto: Bruno Nogueira / PBH

Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar poderão contar com a tecnologia para acionar a Guarda Civil Municipal (GCM-BH) em Belo Horizonte. A prefeitura criou o aplicativo ‘EbodyGuard’, que permite que as vítimas acionem a Cabine Lilás do Centro Integrado de Operações (COP) em situações de emergência, com o envio imediato de uma viatura da GCM-BH.

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a novidade ainda está em fase de testes pela Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção (SMSP). O aplicativo foi instalado nos celulares de 80 pessoas assistidas pelo Proteja Mulher, do Grupamento Especializado de Proteção à Mulher da Guarda Municipal.

Cabine Lilás

Conforme a PBH, a assistência remota pela Cabine Lilás funciona 24 horas na Sala de Controle Integrado do Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP), onde atuam agentes capacitadas para prestar atendimento acolhedor a mulheres e meninas em situação de violência. Além das chamadas do aplicativo EbodyGuard, a cabine concentra os acionamentos pelo telefone 153 e o Botão de Importunação Sexual (integrado ao APP PBH).

Como vai funcionar o EbodyGuard?

O Executivo municipal explica que, quando a Cabine Lilás é acionada, a Guarda Municipal tem acesso às informações do cartão de segurança previamente preenchido pela assistida no Proteja Mulher no momento da instalação do aplicativo EbodyGuard.

“São dados como possível existência de medida protetiva de urgência, doenças preexistentes que carecem atenção no momento do atendimento do chamado, características da pessoa acusada de agressão, de veículos e até a existência de animais domésticos na residência da atendida”, explica a prefeitura.

A Cabine Lilás, segundo a PBH, concentra ainda informações sobre a geolocalização das mulheres assistidas e recebe áudio ambiente em tempo real quando o APP é utilizado.

“Mesmo que a vítima não consiga concluir a chamada de emergência, a agente da Guarda terá subsídios para designar o atendimento por uma viatura. Além do dispositivo de acionamento de emergência, o aplicativo permite que as assistidas armazenem evidências que podem ser usadas como provas em processos judiciais’, pontua o Executivo municipal.

Fonte: O Tempo