Prefeito esteve 28 dias afastados para viagem à Europa e retoma os trabalhos nesta semana

Após férias de 28 dias, o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), terá seu primeiro dia útil de trabalho em 2026 nesta segunda-feira (2/2). O primeiro compromisso oficial já ocorreu no sábado (31/1), quando ele participou de reunião do Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH). Na manhã desta segunda, ele esteve na Central de Material Esterilizado e Laboratório da PBH, localizada no bairro União, regional Nordeste da cidade. As próximas agendas do prefeito não foram divulgadas.
Como foi noticiado por O TEMPO, a prioridade do retorno aos trabalhos seria o período chuvoso, por isso o encontro no COP-BH. À reportagem, o prefeito informou que o objetivo é garantir a segurança da população diante das previsões de precipitações na cidade.
Outro ponto a ser trabalhado por Damião é o patrocínio para o Carnaval de Belo Horizonte. Enquanto esteve fora, a prefeitura foi comandada interinamente pelo presidente da Câmara Municipal, Juliano Lopes (Podemos), que atuou nas negociações para os investimentos da folia na capital.
Nesse período, foram garantidos, até então, o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), que irá contribuir com R$ 500 mil, e da rede de Supermercados BH, que também entrará com R$ 500 mil em patrocínios para o Carnaval.
Lopes prometeu que, após o retorno de Damião nesta semana, a Prefeitura de Belo Horizonte deveria fazer um novo anúncio relacionado aos recursos para a festa. “A negociação está sendo concluída”, disse o presidente da Câmara a O TEMPO.
Viagens internacionais
A viagem de Álvaro Damião em janeiro foi a sexta desde que assumiu a PBH, em abril de 2025, e a quinta que passou o comando do Executivo da cidade para Juliano Lopes. A cordialidade e as trocas de gentileza, entretanto, nem sempre foram a regra na relação entre eles.
Quando as articulações para as eleições da Mesa-Diretora da Câmara começaram em dezembro de 2024, Lopes era candidato único, até a prefeitura, sob o comando de Fuad Noman na época, lançar o vereador Bruno Miranda (PDT) como candidato.
Lopes reagiu e chamou o vice-prefeito de “desastroso” e o então líder de governo, Bruno Miranda, de “traidor”. Pouco após a eleição dele para o comando da Casa, ele ainda chamou Miranda de “traíra” e Damião de “pateta”.
Porém, o tom mudou após o falecimento de Fuad, quando Damião, então vice-prefeito, assumiu definitivamente o Executivo. Na cerimônia de posse, Damião minimizou especulações sobre uma possível tensão entre o Executivo e o Legislativo e afirmou que a relação com a Câmara seria de parceria.
Na ocasião, ele também anunciou que iria viajar ao Peru e que quem ficaria no comando da prefeitura seria Lopes, em um gesto que transformou os desentendimentos em “águas passadas”.
Fonte: O Tempo

